Mapeando o manifesto: “O fémur quebrado”

Uma nova entrevista no nosso blog com a associação Mundo em Reboliço e a sua fundadora Filipa Francisco.
(Foto: Jorge Gonçalves, do projeto “Rexistir 2006”, apresentação da peça “Nus Meios” no Teatro Camões, Lisboa)

“José Tolentino Mendonça diz em ‘O que é amar um país’:

“Permitam-me pegar numa parábola. Circula há anos, atribuída à antropóloga Margaret Mead, a seguinte história. Um estudante ter-lhe-ia perguntado qual considerava ser o primeiro sinal de civilização. A expectativa geral era que nomeasse, por exemplo, os primeiríssimos instrumentos de caça, as pedras de amolar ou os ancestrais recipientes de barro. Mas a antropóloga surpreendeu todos, identificando como primeiro vestígio de civilização um fémur quebrado e cicatrizado. No reino animal, um ser ferido está condenado à morte, pois fica totalmente desprotegido face aos perigos e deixa de se poder alimentar a si próprio. Que um fémur humano se tenha quebrado e restabelecido documenta a emergência de um momento completamente novo: quer dizer que uma pessoa nāo foi deixada para trás, sozinha; que alguém a acompanhou na sua fragilidade, dedicou-se a ela, oferecendo-lhe o cuidado necessário e garantindo a sua segurança até que recuperasse. A raiz da civilização é portanto a comunidade. Foi na comunidade que a nossa história começou. Quando do “eu” fomos capazes de passar ao “nós” e lhe demos uma determinada configuração histórica, espiritual e ética. “

Ler na íntegra aqui.

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