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Podcast: Porque e como colaboramos?

O debate do dia 7 de stembro pode agora ser ouvido em podcast, graças à nossa parceria com o CoffeepasteAs convidadas foram Catarina Saraiva do projecto Linha de Fuga, Cátia Terrinca, do Um Coletivo, Filipa Francisco do Mundo em Reboliço e, ainda, Joana Marques, socióloga e investigadora. A moderação esteve a cargo de Inês Lampreia do Materiais Diversos.

Criar as condições que possibilitem a partilha de conhecimentos e sensibilidades múltiplos é uma das premissas da democracia cultural. Em territórios periféricos, esta partilha surge como essencial à própria sustentabilidade dos projetos. A colaboração, o diálogo e a proximidade não são apenas um desejo/ objetivo, mas uma metodologia que estrutura os projetos, as criações, as relações.

Porque é tão urgente colaborar? Como o fazemos? Como vamos da colaboração à cocriação e da autoria individual à coletiva?

Lançamento de Coreia #5 e Performance Ehera Noara

No próximo dia 23 de setembro, quinta-feira, às 18h00, Linha de Fuga acolhe em Coimbra o lançamento do número #5 do jornal Coreia, numa sessão no Museu Nacional de Machado de Castro, onde será apresentada a performance “Ehera Noara” (2020), da artista sul coreana Hwayeon Nam, interpretada por Ji Hye Chung, e a projeção do filme “Against Waves”.

“Coreia” é um projecto editorial de carácter artístico, crítico e discursivo, a propósito das artes em geral, firmado numa relação umbilical com a dança, preocupado em divulgar formatos vários como partituras, manifestos, entrevistas, crónicas, ensaios, críticas e reflexões em língua portuguesa. O jornal tem uma tiragem semestral de 3000 exemplares com distribuição gratuita por todo o país.

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Dentes de Leão: entre o Sardoal, Évora, Lisboa e a a Islândia

O projeto Dentes de Leão, uma coprodução original da Materiais Diversos, Pó de Vir a Ser, Academy of the Senses, Município do Sardoal e Culturgest, recebeu financiamento do programa Connecting Dots/ EEA Grants. O projecto, no âmbito das artes participativas, investe na população jovem de Sardoal e Évora para a capacitação e sustentabilidade destes territórios e decorre entre 2021 e 2023. Além do investimento na criação e programação, tem uma forte componente de desenvolvimento de públicos e proporciona formação avançada, apostando ainda na investigação, monitorização e avaliação.

Entrevista – Mapeando o manifesto: “Qual é a semente do futuro?”

Uma nova entrevista com UMCOLETIVO | Cátia Terrinca
Foto: A SALTO, fotografia de Susana Chicó

“Vivemos numa cidade em que o pensamento estratégico é alicerçado na ideia de que o passado é valioso. O passado ergue-se nos monumentos e é a eles que se chama património. Num primeiro momento, quando chegámos a Elvas, observámos o património edificado e tentámos encontrar-lhe liquidez. Como é possível trazer para o tempo presente edifícios, de caráter militar ou religioso, sobretudo, cujas funções estão ultrapassadas? Nasceu aí o futuro, como pulsão (ou semente) que nos traz o atrevimento suficiente para ir encontrando o compasso certo à cidade de Elvas, contrariando a ideia condescendente de interior, de província, de destino meramente turístico. O futuro é viver-se aqui, na possibilidade de conhecer as estações do ano pelos pássaros que cruzam os céus ou pela fruta que amadurece nas árvores.”

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Mapeando o Manifesto: Porque e como colaboramos?

Debate
7 de Setembro às 18h30
No Zoom:
 Link de acesso
Participação livre, sem necessidade de inscrição
Fotografia: Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo | Terceira Pessoa

Criar as condições que possibilitem a partilha de conhecimentos e sensibilidades múltiplos é uma das premissas da democracia cultural. Em territórios periféricos, esta partilha surge como essencial à própria sustentabilidade dos projetos. A colaboração, o diálogo e a proximidade não são apenas um desejo/ objetivo, mas uma metodologia que estrutura os projetos, as criações, as relações.

Porque é tão urgente colaborar? Como o fazemos? Como vamos da colaboração à cocriação e da autoria individual à coletiva?

Convidadas: Catarina Saraiva (Linha de Fuga), Cátia Terrinca (Um Coletivo), Filipa Francisco (Mundo em Reboliço) e, ainda, Joana Marques (socióloga e investigadora)

Moderadora: Inês Lampreia (Materiais Diversos)

Entrevista – Mapeando o manifesto: O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem

Uma nova entrevista com a Linha de Fuga | Catarina Saraiva.
Fotografia: Speed date | Augusto Fernandes

“Linha de Fuga é uma estrutura muito recente e pequena que está a aprender a organizar-se no seu território. Dentro das nossas linhas de pensamento estes são dois eixos que nos norteiam porque permitem desenvolver todo um sistema de valores que, cremos, nos levarão a um bem-estar e ao cuidado que temos que dar a tudo o que fazemos e ao que nos rodeia. O tempo é algo muito precioso para nós, para que consigamos pensar com cuidado em tudo o que propomos aos artistas, parceiros e público com que colaboramos. A nossa atividade funciona em ciclos bienais que começam com o festival e laboratório de criação Linha de Fuga que funciona como um espaço de experimentação, não só de projetos artísticos, mas também de relações com o entorno e de novos pensamentos de gestão e colaboração. Temos a noção de que precisamos de tempo para desenvolver relações, processos artísticos e entendimento do que significa a arte em cada território. ”

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Podcast: Tempo desejado, imposto, negociado

O debate do dia 15 de junho pode agora ser ouvido em podcast, graças à nossa parceria com o Coffeepaste

O tempo domina o nosso quotidiano. Ora representa um desejo, ora uma imposição. No início da pandemia, o meio da Cultura expressou sonhou com mais tempo e tempo de maior qualidade. O regresso faseado ao trabalho pareceu levar-nos rapidamente “ao que era antes”. No nosso manifesto, reclamamos por “tempo para estar, escutar e fazer, descobrindo os ritmos dos vários territórios.” Que territórios são estes? Quem os ocupa? Quem define os ritmos, como e porquê? Com que tempo sonhamos? Como tornar o sonho realidade?

Os nossos convidados foram Elisabete Paiva (Materiais Diversos), Madalena Victorino e Giacomo Scalisi (Lavrar o Mar), Mariana Mata Passos (Pó de Vir a Ser) e, ainda, Fernando Matos Rodrigues (antropólogo e investigador). A moderação foi feita por Maria Vlachou (Acesso Cultura)

O debate inseriu-se na Semana Acesso Cultura 2021.

Mapeando o manifesto: “O fémur quebrado”

Uma nova entrevista no nosso blog com a associação Mundo em Reboliço e a sua fundadora Filipa Francisco.
(Foto: Jorge Gonçalves, do projeto “Rexistir 2006”, apresentação da peça “Nus Meios” no Teatro Camões, Lisboa)

“José Tolentino Mendonça diz em ‘O que é amar um país’:

“Permitam-me pegar numa parábola. Circula há anos, atribuída à antropóloga Margaret Mead, a seguinte história. Um estudante ter-lhe-ia perguntado qual considerava ser o primeiro sinal de civilização. A expectativa geral era que nomeasse, por exemplo, os primeiríssimos instrumentos de caça, as pedras de amolar ou os ancestrais recipientes de barro. Mas a antropóloga surpreendeu todos, identificando como primeiro vestígio de civilização um fémur quebrado e cicatrizado. No reino animal, um ser ferido está condenado à morte, pois fica totalmente desprotegido face aos perigos e deixa de se poder alimentar a si próprio. Que um fémur humano se tenha quebrado e restabelecido documenta a emergência de um momento completamente novo: quer dizer que uma pessoa nāo foi deixada para trás, sozinha; que alguém a acompanhou na sua fragilidade, dedicou-se a ela, oferecendo-lhe o cuidado necessário e garantindo a sua segurança até que recuperasse. A raiz da civilização é portanto a comunidade. Foi na comunidade que a nossa história começou. Quando do “eu” fomos capazes de passar ao “nós” e lhe demos uma determinada configuração histórica, espiritual e ética. “

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Walk&Talk 10 volta ao encontro para ligar arte, pessoas e natureza

A 10ª edição do Walk&Talk – Festival de Artes dos Açores, a decorrer entre 15 e 24 de julho na ilha de São Miguel, apresenta 22 projetos inéditos que desenham um programa que permite diferentes caminhos e formas de participar e viver o festival, e termina com uma maratona visual entre as Sete Cidades e a Relva.

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